
Sobre a stylete
O termo estilo se origina do grego stylus: um instrumento pontudo de metal, punção que serve para furar ou gravar. Esse aspecto presente em sua etimologia nos indica sua característica de marca, corte, furo, e nos serve para situar o estilo do analista.
O estilo, presente na enunciação, no modo de falar, escrever e mesmo viver, é o que Lacan propõe quando ele situa no preâmbulo à Ata de fundação da Escola: a Escola pode ser o lugar de se discutir “o estilo de vida ao qual uma análise leva”, pois o estilo é a forma, o jeito, a maneira, que cada uma escolhe viver, sabendo lidar com seu sintoma – modalidade singular de cada um de “bem dizer”, que norteia a ética do psicanalista. Esse dizer (a distinguir dos ditos) pode ser feito com palavras, atos, escritos, posturas, pinturas e músicas, céus e terras, ares e mares.
A revista digital Stylete lacaniano se propõe a ser o lugar de gravações e traços, marcas e vestígios que se escrevem por aqueles que - cada um com seu stylo (caneta em francês), suas tintas e suas cores – estão decididos a sulcarem o campo lacaniano. Sempre terreno de aragem, de cortes, ocos, sulcos e plantios.
Conjugado com seu irmão mais velho Stylus, Stylete lacaniano recebe curtos textos, cortes cirúrgicos, curtidas estilosas além de vídeos, imagens, músicas, áudios, imagens-textos, e outras produções que transmitam aquilo que do inconsciente e do gozo se deposita para cada um como sublimação ou sinthoma.
Os textos e mídias de Stylete podem ser sobre os seguintes temas todos vinculados à psicanálise: conceitos, clínica, arte, conexões, sociedade e atualidade.
Stylete lacaniano é uma revista da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano – Brasil (ligada à Federação dos Fóruns do Campo Lacaniano).
Editores
Lauro Baldini
FCL Campinas
Lucília Maria Abrahão de Sousa
FCL São Paulo
Marcos Barbai
FCL Campinas
Conselho editorial
Claudia Saldanha
FCL Salvador
Filipe Lobo
FCL Belo Horizonte
Paula Bastos
FCL Belém
Pollyana Almeida
FCL Salvador
Thiago Santana
FCL Aracaju

